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Crônicas das coisas


Samba da bênção 

Gente, desde ontem essa música não me sai da cabeça. Não sei se porque eu a acho linda demais, mas o fato é que não paro mais de cantar (a Ágatha e a Patrícia, minhas companheiras de bancada, devem estar adorando...rs). Bom, foi por isso que a escolhi para ser o primeiro vídeo postado aqui no Crônicas das Coisas. A composição é do meu amado poetinha Vinícius de Morais e aqui é cantada na linda voz de Bebel Gilberto.



Escrito por Eloisa Morales às 11h58
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Blogueira chique no 'úrtimo'


Blog do Zemarcos



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   Agora, sim! Uma blogueira chique de duê (como diria minha amiga fina Michele Beraldi)

Além de devidamente 'selada com o selo' da nossa comunidade,

também estou abençoada com o selo de nosso blogueiro-master,

o Joseph Taveira. Conhece não? Genti boa dimais da conta, sô!



Escrito por Eloisa Morales às 22h27
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DVDs, pipocas e sofá

Esse fim de semana, resolvi fazer uma coisa que há muito tempo não fazia: passei na locadora e aluguei dois filmes que há algum tempo queria ver, mas nunca dava certo. Aluguei 'Memórias de uma Gueixa' e 'A virgem de Juarez' (lê-se Ruárez).

O primeiro, como o próprio nome diz, conta a história de uma garota pobre, vendida pelos pais para se tornar uma gueixa. Aliás, ela própria narra o filme, contando as passagens de sua vida. Para assistí-lo, é preciso antes deixar de lado nossos conceitos ocidentais. As gueixas, ao contrário do que muitos podem pensar, não são prostitutas, mas sim mulheres refinadas, cultas e educadas com uma única finalidade: entreter os homens. E isso não inclui sexo.

Seu papel é dançar, cantar, representar e conversar com quem as contrata. Em elegantes casas de chá, elas se desdobram em atenções aos clientes, dando a eles o que de melhor possuem: sua arte. Se por um lado, a profissão se difere da prostituta pela atividade desempenhada, por outro não deixa de com ela manter tristes semelhanças: a exploração por cafetinas que ficam com todo o lucro do trabalho e a vida dedicada ao prazer do outro, e nunca o próprio.

Com exceção do "mizuague", que é a perda da virgindade (valorizadíssimo, capaz de transformar uma aprendiz na gueixa profissional), elas não vão para a cama com seus clientes. É difícil entender pois não há nada similar em nossa cultura. Durante o filme, fiquei tentando imaginar que tipo de profissional, no Ocidente, cumpre esse mesmo papel. E cheguei à conclusão de que não há.

E isso é o melhor que o filme nos oferece: a possibilidade de mergulhar por algum tempo em uma cultura totalmente diferente, cheia de códigos, regras e, é claro, oportunidades de nos dar a conhecer o que existe de melhor e de pior no ser humano.

O segundo conta uma história baseada em fatos reais ocorrida em Juarez, uma cidadezinha mexicana que faz divisa com o estado americano do Texas. Uma série de assassinatos de mulheres atrai para o local uma jornalista interessada não apenas em uma boa reportagem, mas também em denunciar a incapacidade da polícia local em solucionar os casos e prender os assassinos.

Ela acaba se envolvendo na investigação policial e se vê no meio de uma história que mistura assassinatos em série, um Estado que falha na proteção dos cidadãos e uma sobrevivente que se transforma em ícone religioso e mobiliza em torno de si familiares das vítimas e pessoas com medo da violência local.

Dois bons filmes, mas Memórias de uma gueixa leva vantagem pela fotografia. 'A virgem', no entanto, é um bom exemplo de quanto pode ser perigosa e explosiva a mistura do fanatismo religioso com a incapacidade governamental de garantir que seus cidadãos vivam em paz.



Escrito por Eloisa Morales às 21h02
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